December 10th, 2008 nosrevla
 Como É Que Se Diz Isso em Latin?
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VÃdeo Telefone - telephonium albo televisifico coniunctum
Rush Hour - tempus maximae frequentiae
Tomar Esteróides - usus agonisticus medicamenti stupecfactivi
Interpol - publicae securitatis custos internationalis
FBI - officium foederatum vestigatorium
Best Seller - liber maxime divenditus
Se tem uma coisa que eu gosto é o som do Latin. O latin é uma lÃngua quase morta. Depois de seus tempos de glória como lÃngua oficial do Império Romano, agora ela é oficial somente em um paÃs em que a população não chega a 800 pessoas: o Vaticano . Se você tiver oportunidade de visitar o Vaticano, não deixe de ir até um caixa eletrônico onde você poderá ver as mesangens da tela em latin.
As palavras acima são do novo Léxico lançado pelo Vaticano que inclui novas expressões na lÃngua.está lançando nessa semana com muitas atualizações na lÃngua.
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December 10th, 2008 nosrevla
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Enquanto via um filme sobre a Africa do Sul, fui relembrando os anos em que vivi no paÃs, mais especificamente na cidade de Pietermaritzburg (foto acima). Uma cidade atraente onde fica um dos campus da Universidade de Natal onde estudei. A cidade é famosa por alguns marcos históricos na história da Ãfrica do Sul e do mundo: Ghandi morou na cidade e, depois de sofrer um ato de discriminação na estação de trem local, resolveu lutar contra injustiças sociais. A cidade é a capital da provÃncia (estado) de KwaZulu-Natal. O nome KwaZulu vem do fato do estado ser ou estar dentro do reino Zulu, que é a maior tribo sul africana, o nome Natal foi dado por Vasco da Gama que chegou à região no natal de 1497.
Lembro-me das minhas muitas idas de bicicleta ao centro da cidade, principalmente para visitar a Biblioteca Pública, que tem o melhor acervo de música que já và em uma biblioteca: são milhares de CDs, fitas e partituras que podem ser retirados. Uma vez por semana eu estava lá trocando os CDs. Tornei-me cliente assÃduo. Tenho saudades. Saudades de um tempo bom em que o estudo era o centro de tudo. sinto falta das muitas caminhadas com os amigos pelo bairro em que morava, Scottsville, os muitos pique-niques no jardim botânico, a igreja anglicana de São Lucas que frequentava em que o padre Ciryl acompanhava-nos, eu e outros estudantes internacionais, com visitas regulares sempre preocupado com o nosso bem-estar. Tenho saudade dos meus professores e dos meus amigos de universidade e os “da rua”. Assim que puder, vou voltar à Pietermaritzburg, vai ser diferente, eu sei, mas vai ser bom revêr algumas coisas e pessoas que ainda estão por lá. Â
Fiquei muito feliz na semana passada quando recebi um email do amigo Carlos Stasi. Havia perdido o contato com o Carlos já por algum tempo. Eu e ele estudamos na Universidade de Natal: eu no campus de Pietermaritzburg envolvido com os muitos livros e preocupações em escrever uma dissertação de mestrado e ele no campus de Durban envolvido com muitos livros e práticas enquanto escrevia e a sua tese de doutorado em música.  Carlos voltou ao Brasil e vive dando aulas na sua área e tocando na Orquestra Sinfônica do estado de São Paulo.Â
As fotos abaixo são do campus da Universidade de Natal em Pietermaritzburg.
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December 10th, 2008 nosrevla
Welcome to Boston
Se você morre de medo de ratos não venha à Boston. Sinceramente, eu nunca morei em um lugar com tantos ratos à volta de maneira tão fácil. Uma das melhores atrações enquanto você espera o metrô na plataforma é contar quantos ratos, dos tamanhos mais variados, andam livremente para lá e par cá entre os trilhos. Se preferir, dê um passeio pelos muitos jardins da cidade, mas não confunda um rato com um esquilo. Sabe o que é pior nessa história toda? eu já morei no terceiro andar de um prédio de apartamentos, que era frequentemente visitado por visitado um desses inusitados hóspedes. É que eles se cansavam de morar no porão do prédio (onde fica a lavanderia) e resolviam mudar-se para lugar mais apropriado à s suas necessidades, eles saÃam de férias para o andar de cima. Felizmente, o prédio em que moro hoje nunca houve esse problema. Rato é rato e é nojento em qualquer lugar, seja em Boston ou na Disneylandia.
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December 10th, 2008 nosrevla
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Você sabe qual é a diferença entre uma basÃlica e catedral? Â
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December 10th, 2008 nosrevla
Morando Pelo Mundo  Aqui vai, mais uma vez, uma relação de cidades onde eu gostaria de morar em algum perÃodo de minha vida:
Rio de Janeiro  - já nasci e morei por lá. Morro de saudades.
Londres  - simplesmente pelo encanto e charme da cidade.
Xai-xai (Moçambique)  - Sou apaixonado por uma pequena ilha na costa da ProvÃncia de Xai-xai. Prometi aos amigos de lá que um dia iria morar por uns tempos com eles.
Berlin  - Nunca tive vontade de visitar a Alemanha, quando o fiz apaixonei-me por Berlin.
Cidade do Cabo  - Essa é como se fosse uma irmã gêmea do Rio de Janeiro.
Nova York  - gosto muito de morar em Boston. O único lugar que ousaria mudar dentro dos EUA é a cidade de Nova York, mais precisamente Manhattan.
Basiléia  - essa cidade SuÃça me faz pensar em uma cidade em miniatura. Tudo parece funcionar tão bem.
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October 14th, 2008 nosrevla
Pinturas de OutonoÂ
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 Ontem, segunda-feira, foi um ótimo dia para sair pela cidade de bicicleta com a câmara na mão (a câmara de um iPhone). Por aqui foi feriado, isso mesmo, mais um feriado. Dessa vez a nação comemorou o Dia de Cristovão Colombo. O problema é que muitos americanos acham que o feriado é dedicado a Colombo porque ele descobriu a América, não o continente, mas o paÃs norte americano. Mas isso já é assunto para outra conversa.Â
Estamos em pleno outono agora e as árvores estão dando o seu espetáculo de muitas cores. O cenário é bonito o clima está  naquele estado indefinido, nunca se sabe se vai fazer sol, calor ou frio. O que é certo mesmo é que o vento vai soprar com força em uma disputa interminável com as árvores tentando fazer com que muitas folhas se destaquem e vôem pelo ar produzindo uma beleza agradável e melancólica. No final, o vento sempre ganha. As árvores abrem mão de suas folhas e reconhecem que o jeito é aguardar quietinhas até que o outono seja vencido pelo inverno onde tudo parece parar no tempo. Toda essa calma só vai ser quebrada pelas torrenciais chuvas de março que trarão novas folhas e vida à s árvores. Todos nós estaremos radiantes porque esse será o primeiro sinal da primavera e logo passará a chuva, as flores estarão estabelecidas e o majestoso sol vai brilhar forte no céu a ponto de fazer-nos esquecer de que até pouco tempo estávamos cobertos de neve. Vai também criar a doce ilusão em nossas mentes de que nunca mais haverá invernos porque não é possÃvel ter um inverno com um calor desses. Esse engano será rapidamente corrigido quando sentirmos na face o primeiro soprar do vento carregando já as primeiras folhas coloridas. O cÃclo recomeça!
A impressão que tenho é de que cada estação do ano chega como se viesse para ficar para sempre. Como houvesse se estabelecido entre nós para ficar. A realidade é a de que o que começa a partir de um crescendo, atinge o ápice e só então diminuindo, sendo empurrado por uma força maior que é a estação que vem seguinte.Â
Agora é a vez do outono. Agora é tempo de olhar para as árvores e vislumbrar a beleza das folhas que vão mudando de cor como se alguém estivesse pintando um grande quadro e a cada dia vai dando um retoque de cores aqui e ali até que chega a perfeição e chega também a hora de pintar um outro quadro e tudo começa mudar de novo. Tudo de novo!Â
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September 26th, 2008 nosrevla
O verão terminou oficialmente, falo oficialmente porque aqui nos EUA tem essa idéia de que o verão acaba no final de semana do feriado chamado de Labor Day  (o dia do trabalho americano que acontece em 2 de setembro). Uma dessas bobeiras americanas. Nessa semana eu fiz uma avaliação do que foi verão nesse ano para mim. Primeiramente, devo enfatizar que verão para mim é sempre bem-vindo. Não me importo nem mesmo se choveu muito, minha alegria foi poder desfrutar de temperaturas elevadas depois de sofrer por meses no frio.Durante o verão tive oportunidade de viajar para Miami, Provincetown e o estado de Maine.  Fui para Miami por uma semana para participar do festival de coros que acontece a cada 4 anos. Nada como sentar em belos auditórios do Carnival Center e assistir coros de vários lugares do paÃs e do mundo cantando os mais variados repertórios (aliás, Milton Nasciomento e o Trio Jobim vão se apresentar nesse mesmo auditório no preoximo dia 4 de outubro). Enquanto em Miami aproveitei para treinar para a corrida de 10 km que iria participar em Portland, Estado de Maine. Todas as vezes que visito uma cidade tento conhecer algum aspecto da cidade através de corridas. Em Miami eu deixei o hotel várias manhãs correndo cerca de 7 km até chegar na gostosa praia de South Beach. Depois de uma boa corrida no calor de Miami, nada melhor do que um bom mergulho na praia. Foi em um desses mergulhos que conheci um casal do Uruguai em férias em Miami. O casal falava português fluentemente e conhecia muita coisa do Brasil e nos divertimos muito falando de coisas em comums em relação ao Brasil.  Ainda os encontrei duas outras manhãs na praia.Depois da maratona de corridas e do festival de coros em Miami, voltei para casa em Boston. O calor por aqui estava fervendo, do jeitinho que eu gosto. A próxima parada foi a corrida Beach to Beacon . Uma corrida de 10 km que reuniu cerca de 6 mil pessoas de todas as idades interessadas no simples prazer de correr. Apesar de uma pequena contusão na perna casada por um dos treinos indevidos que participei, eu consegui finalizar os 10 km em menos de 1 hora. O problema foi que a contusão piorou e eu tive que ficar “de molho” o restante do dia até que tudo voltasse ao normal. Depois dessa corrida eu já participei de mais duas outras corridas de 10 km.
A próxima parada  foi na já favorita cidade de Provincetown para uma semana de muitas caminhadas nas dunas, shows de drag queens, parada de carnaval anual, boa comida, bons amigos e bom descanso, muita bicicleta e pouca praia por causa da água incrivelmente fria. Passei uma semana nessa cidade que fica lá no “fim” do Estado de Massachusetts na região chamada de Cape Cod (ou Cabo do Bacalhau). Foi uma semana muito gostosa cheia de coisas boas para fazer e sem nada para se preocupar.  O verão foi bom, foi muito bom. Agora fico aqui me preparando para enfrentar o inverno que chegará assim que acabar o clima de outono que está lá fora, infelizmente, o frio chega antes de terminar o outono. Mas não tem problema não, já programei duas viagens durante o inverno para lugares quentes  e agradáveis. Aguardem!
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Um pouco da cidade de Provincetown vista da janela da Biblioteca PúblicaÂ
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September 6th, 2008 nosrevla
Na semana passada, 31 de agosto de 2008, minha mãe completou 80 anos. Já faz tempo que não escrevo nada sobre a minha mãe, mas essa ocasião é tão especial que marquei com alguns eventos simples e tocantes para mim. Liguei para casa como de costume para celebrar o evento. Lembrei-me dos muitos aniversários de minhã mãe quando ligava para casa para falar aquelas coisas que normalmente a gente fala nessas ocasiões. O tradicional “parabénsâ€, os desejos de muitos anos com saúde e multiplicados infinitamente de acordo com nossos desejos. Também parte desse dia de muitas memórias foi lembrar de quando era criança durante essas datas significativas. Lebranças dos esforços constantes de minhas irmãs para que a cada ano essa data fosse celebrada com surpresa, como se fosse a primeira vez que estivesse acontecendo. Lembro-me das muitas visitas que aconteciam durante o dia, as muitas pessoas que passavam por casa demonstrando carinho e atenção para com minha mãe. Todos nós em casa crescemos com a realidade de que nossa mãe não era só nossa, sempre tivemos que a compartilhá-lha com muitas pessoas que, não somente a consideravam como tal, mas que a chamavam de mãe Valdice, com direito a tomar bênção e tudo.Â
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80 anos. Quando paro para pensar com a racionalidade que insiste em entender a vida de minha mãe, fico imaginando toda essa tragetória. Lembro-me que um dia sentamos e conversamos muito sobre a história oral de nossa famÃlia. Conseguimos traçar a história da famÃlia até o ano de 1852. Ela nasceu em uma cidade no interior do Estado do Sergipe, teve lá suas alegrias de menina crescendo em uma fazenda durante os anos 20 e 30. Apesar dos protestos da famÃlia, casou-se aos 14 anos com meu pai e, aparentemente, fugiram para o Rio de Janeiro para começarem uma nova vida. Aos 17 anos teve sua primeira filha, seguida de outra filha e depois, finalmente, um menino e para completar nasceu mais uma filha. “Para completarâ€, era o que se pensava, até que 15 anos depois do nascimento dessa “última†filha eu apareci como uma grande surpresa para toda a familia. Guardo com carinho uma foto em que meus pais estão comemorando 25 anos de casados à volta de uma mesa de festas cercada de familiars e amigos, ali em um cantinho da mesa com uma camisa listrada e boné na cabeça, estou eu agarrado à mesa o mais próximo possivel da minha mãe, estava com 3 anos de idade. Uma criança a essa altura da vida é um desafio para qualquer pessoa. Foi um desafio para minha mãe, mas muito mais para minhas irmãs que tiveram a adolescência “comprometida†com as responsabilidades de “ajudarem a criar†um pirralho que passou a ser o centro da atenção de todos em casa. Só tenho a agradecer a eles pelo que fizeram por mim.
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Domingo 31 de agosto de 2008 – 80 anos de uma vida a ser lembrada, celebrada, honrada e preservada. 80 anos construindo sonhos, vivendo decepções, alegrando-se com o desenvolver da vida, chorando por aquilo que doÃa e parecia não poder ser mudado.
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Escrevo isso tudo no dia 06 de setembro de 2008, já faz uma semana que comemoramos os 80 anos de minha mãe. Hoje relembramos que fazem 2 anos que ela foi morar em outras paragens. Dois anos que nos deixou fisicamente. 24 meses desde aquele dia em que ficou confirmado de que ela já havia cumprido seu tempo entre nós. Minha mãe faleceu depois de um longo perÃodo sofrendo do mal de Alzheimer. Lendo alguns trechos de coisas antigas que escrevi sobre minha mãe, achei essa narrativa de meu primeiro encontro com ela com a doença já em estado avançado:
“A grande expectative era a de como minhã mãe reagiria à minha presença. Para quem não sabe, minha mãe sofre do mal de Alzheimer e anda bem debilitada. O primeiro encontro com ela foi de indiferença, ela não tinha idéia de quem era aquela pessoa na frente dela rodeada de gente perguntando-a se ela lembrava-se de mim. Com o ar educado que sempre foi uma cracterÃstica forte em sua personalidade, minha mãe cumprimentou-me, mas parecia contente em conhecer mais um estranho que diziam ser seu filho.
À noite fui para o quarto dela e ficamos conversando banalidades, podia ver-se que ela estava tentando relembrar quem eu era. Finalmente passou a chamar-me pelo nome e apelido caseiro e passou a conversar coisas que faziam mais sentido e demonstravam que ela lembrava-se de mim. Antes de dormir, ela chamou meu sobrinho e perguntou se ele havia tido um bom dia, ele disse que sim, depois ela disse que o dia dela foi muito bom porque eu estava em casa. Hoje pela manhã ela perguntou se eu já havia acordado, mas quando acordei e fui conversar ela já estava em outro mundo. O estado dela é assim, ela vai e volta. Minhas irmãs cuidam dela com todo o carinho do mundo e realmente tem que se ter muita paciência porque a todo momento minha mãe as chama para fazer alguma coisa. Ontem à noite, enquanto tomava uma injeção, ela me viu, sorriu e acenou. É engraçado como a gente passa a valorizar esses poucos momentos de lucidez que em outras ocasiões seriam quase banaisâ€
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Minha querida mãe, parabéns pelos 80 anos, obrigado por tudo e descanse porque a senhora merece!
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June 24th, 2008 nosrevla
Quer ver o mundo? Faça, então, em grande estilo.  Â
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Para uma melhor visualização, assista diretamente no YouTube  e clique em Watch in High Quality
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June 20th, 2008 nosrevla
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VaticanoÂ
 Seja você católico ou não, uma visita ao Vaticano é uma experiência inesquecÃvel. Aliás, esse menor Estado soberabo do mundo oferece oportunidade de turismo para todos os gostos: arquitetura, arte, história mundial, monarquia, polÃtica e é claro, religião.Â
A primeira vez em que visitei a Cidade Estado do Vaticano foi como parte de um turismo de pequisa que fiz pela Europa. Mochila nas costas e muitos mapas nas mãos, aventurei-me pelos lugares mais diferentes com importância para a história do cristianismo. Aventura acadêmica realizada através da bolsa de estudos que recebi para estudos na área de teologia e história.
Cheguei em Roma pela manhã e imediatamente saà pela cidade capturando tudo o que fosse possÃvel, meu plano era simples: visitar o Vaticano à tarde e a cidade de Assis no dia seguinte. Comecei bem, saà pelas ruas de Roma com meu mapa na mão indo em direção ao Vaticano. É claro que me perdi completamente no caminho porque os mapas me são, muitas vezes, inúteis, devido ao meu pobre senso de direção. De qualquer forma,  continuei andando e admirando as belezas históricas de Roma, cada virada de esquina, uma surpresa. Foi em uma dessas viradas que me deparei com a suntuosidade da BasÃlica Vaticana e a praça que abraça os seus peregrinos. Foi um momento único que me paralisou por alguns segundos, um desses momentos em que tudo vem à sua cabeça ao mesmo tempo, fiquei literalmente “de boca aberta” diante daquele monumento histórico. Em meio à toda essa confusão mental e emocional, fui tomado pelo meu lado racional prático: como é que eu vou ver isso tudo em apenas uma tarde? Basta dizer que, em vez de uma pobre tarde, gastei 3 dias dentro do Vaticano absorvendo cada momento, cada detalhe, cada cor, cada inscrição, cada, cada, cada… As possibilidades são infinitas. Na verdade, eu precisava era de uns 5 anos para absorver o mÃnimo possÃvel.
Mesmo reconhecendo que ver o Papa pode disvencilhar emoções fortes até mesmo em um não-católico, meu objetivo na cidade não era esse. Tinha consciência de que tudo que veria seria um ponto branco em uma janela. Um padre brasileiro que havia encontrado na comunidade de Taizé na França, já havia me alertado de que eu dificilmente veria o papa porque ou ele estaria no hospital ou viajando pelo mundo. Mesmo assim, sua Santidade (para os Católicos) apareceu em uma cerimônia em uma das praças de Roma participando de um ofÃcio religioso ligado à sua função de Bispo de Roma.
Se você é um daqueles que não pode ir à Roma sem ver o Papa, então, sugiro coordenar sua agenda de viagem com a do Papa. O site do Vaticano oferece a agenda do papa com certa antecedência. Se for possÃvel consiga ingresso para participar de uma das muitas cerimônias realizadas no Vaticano em que o Papa preside. Com um pouco de sorte você pode até participar da beleza litúrgica que é uma missa de canonização. O Papa também oferece uma audiência pública todas as quartas-feiras  no salão Paulo VI ou na Praça de São Pedro dependendo do tempo e do número de pessoas. Ingressos para as audiências podem ser conseguidas através de uma conferência de Bispos ou diretamente com o Vaticano. Escreva ou fax - Arcebispo James Harvey, Prefeito da Casa PontÃfica, Cidade do Vaticano 00120, Europa. O número do fax é (39-06) 6988-5863. Também há milhares de ordens ou casas religiosas que oferecem os ingressos para interessados, mas lembre-se que tudo isso deve ser feito com antecedência. Os ingressos são grátis, mas você vai encontrar um milhão de cambistas tentando vendê-los na rua. Tente evitá-los.Â
Tudo no Vaticano tem algum significado demonstrado em cores, vestimentas ou gestos. Observe tudo. Nada é feito por acaso ou sem um sentido histórico ou fundado na tradição. Não deixe de reparar (é quase impossÃvel não reparar) nas vestimentas da Guarda SuÃça desenhadas pelo grande Michelangelo - são 150 peças naquela vestimenta colorida. Por falar em cores, aprenda a difereciar as hierarquias no “reino monárquico vaticânico” (sim, não se esdqueça de que o Vaticano é o único reino monárquico absoluto na Europa) - Na remota possibilidade de você ver um homem vestido com uma batina de puro branco andando em algum beco de Roma, não tenha dúvida, esse é o Papa. Se estiver vestindo vermelho em alguma peça da vestimenta sacerdotal, então você encontrou um Cardeal, que não é Papa, mas é eleitor de Papas e pode ser eleito papa um dia (repare como a Guarda SuÃça bate continência cada vez que um Cardeal passa por eles. Se você encontrou alguém vestindo púrpura, então a pessoa é um Bispo. Por favor, não cometa a mesma gafe que o Presidente norte americano cometeu ao saudar o Papa: “O Senhor está com a aparência muito boa, Vossa Eminência.”  O problema é que Benedito XVI não é chamado de Vossa Eminência desde 2005 quando foi eleito Papa e deixou de ser cardeal. Papa = Vossa Santidade; Cardeal = Vossa Eminência; e Bispo ou Arcebispo = Vossa Excelência.  Será que ainda se ensina pronome de tratamento nas escolas? Muito bem, talvez você não precise saber disso, mas um Presidente de Estado precisa saber como se dirigir a um outro Chefe de Estado.
Por falar em roupas, coloridas ou não, saiba que o Vaticano requer e proÃbe o uso de roupas “inadequadas” nas suas dependências: nada de ombors de fora ou  bermudas. Â
Se você tiver tempo e oportunidade, não deixe de visitar as catacumbas do Vaticano. São escavações arquelógicas diretamente embaixo da BasilÃca de São Pedro (por falar nisso, você sabe a diferença entre basÃlica e catedral?).  Como é sabido na história, a basÃlica foi construida sobre um cemitério. A idéia do imperador romano  Constatino era a de que o Altar Maior da BasÃlica de São Pedro fosse eregido exatamente em cima da tumba onde foi enterrado o Apóstolo Pedro. O fato se passou e centenas de anos mais tarde o Vaticano iniciou escavações arqueológicas embaixo da BasÃlica e, para a surpresa de muitos, encontrou uma verdadeira cidade dos mortos. Você pode visitar as escavações enquanto em Roma. O único problema é que os ingressos são limitados a 250 por dia. A única maneira de conseguir ingressos é através do Escritório de Escavações do Vaticano: e-mail: scavi@fsp.va  or uff.scavi@fabricsp.va , por fax: (39-06) 6987-3017, ou diretamente no escritório.
Se você só tem uma tarde ou um dia para visitar o Vaticano então, é melhor não ir porque você vai ficar maluco, mas se você tiver que escolher, visite a BasÃlica e a Capela Sistina.
Não sei porque, mas a sensação que tenho é a de que eu entrei sozinho naquela imensa igreja. Não me lembro dos turistas, tudo que me lembro é da minha esperiência pessoal com aquele prédio cheio de história. Tente colocar na sua cabeça toda aquela imensidão. Logo depois de entrar,  você vai ser automaticamente levado a olhar para o seu lado direito. Se eu tivesse qualquert tendência em me tornar Católico, acho que aquele seria o momento perfeito para fazê-lo: o momento em que vislumbrei La Pietá. Uma capela simples com essa escultura que te magnetiza: uma mãe com o filho adulto deitado em seu colo. Eu andei por toda a igreja, mas de alguma forma era sempre levado a voltar e olhar aquela cena de novo. Sem dúvida, uma das coisas mais bonitas que já vÃ. Como é que Michelangelo, aos 24 anos de idade, no ano de 1499, conseguiu tal proeza em mostrar tantos sentimentos e emoções naquela escultura? Esse foi mais um momento em que não me lembro de nenhum turista ao meu lado. Falo isso porque eu tenho visto algumas fotos do Vaticano e está sempre cheio de gente andando para lá e para cá. Creio que eu tenho essa capacidade de me isolar com a experiência do momento nessas viagens.
Ao andar pela BasÃlica de São Pedro (que não é a Catedral de Roma) tenha consciência de que você está entrando na maior igreja Católica do mundo. Olhe em todas as direções, inclusive o chão de mármore onde você vai encontrar  o nome e sÃmbolo das dioceses do mundo inteiro. Não deixe de visitar a cripta onde você pode ver o túmolo de papas recentes e do passado. Quer algumas informações da grandesa desse monumento? São 31 altares, 27 capelas dentro da basÃlica, 390 estátuas, 135 mosaicos e 15 mil metros quadrados de mármore.
Depois de visitar a  BasÃlica onde bispos são sagrados, novos santos são proclamados e onde por séculos e séculos  as coloridas e  bem coreografadas  liturgias católicas acontecem, visite a maravilhosa Capela Sistina. Um pequeno livro comemorando a reaturação da Capela que comprei enquanto no Vaticano tem o tÃtulo que resume as pinturas que você vai ver em seu interior: Capela Sistina - Santuário da Teologia do Corpo Humano. É claro que está diante de obras como A Criação de Adão ou do JuÃzo Final torna-se momentos únicos e inesquecÃveis, porém, minha maior fascinação com a Capela Sistina foi a do meu senso histórico de que naquele exato lugar são realizados os conclaves onde são escolhidos os novos papas da igreja. É dalà que se origina a tão famosa fumuça branca que anuncia a eleição de mais um sumo pontÃfice. É alà também onde todos os anos por ocasião da Páscoa acontece uma dessas coisas que só o Vaticano mesmo consegue criar com seus segredos, fofocas e intrigas.Â
Se você estiver por Roma na quarta ou sexta-feira da semana santa, tente participar da missa realizada na Capela Sistina. Nessa missa você vai ouvir o Miserere Mei, Deus composto por Gregorio Allegri em 1630. Por algum motivo ligado a supertição excessiva e secretiva do Vaticano, essa composição foi proÃbida pelo Papa de ser copiada ou executada fora da Capela ou daquela missa especÃfica sob pena de excomunhão automática. Uma das coisas que mais chama a atenção nessa composição especÃfica é o fato de, em meio ao canto coral, uma simples voz se destaca cantando a mais pura nota dó nas maiores alturas da nota, toda a música enche a Capela e você é elevado até o teto cada vez que o menino no coro (ou o castrato nos tempos antigos) atinge aquela difÃcil nota. A fascinação com a história desse Miserere não termina na sua técnica musical. Por causa da proibição decretada pelo Papa, a única maneira de se ouvir a música era participando da missa em um dos dias da Semana Santa. A tradição diz que lá pelo ano de 1770 um menino de 14 anos participou da missa na quaerta-feira santa e ouviu aquela música. Mais tarde naquele dia, o menino sentou-se e escreveu toda a música de memória baseado no que havia ouvido durante a missa. O menino retornou na sexta-feira para checar se o que havia memorizado estava certo e talvez fazer algumas correções. O nome desse menino era Mozart. Baseado na transcrição de Mozart, a música foi publicada em Londres no ano de 1771. Mozart não foi excomungado, mas sim admirado pelo Papa. Por falar em Miserere, saiba que a lÃngua oficial do Vaticano é o velho e bonito latin. Isso significa que se você for tirar dinheiro no caixa eletrônico vai ser saudado pela máquina com a seguinte inscrição na tela:
Inserito scidulam quaeso ut faciundam cognoscas rationemÂ
 Pois bem, não deixe de estudar seu latin e, quem sabe, você é até  convidado para um bate-papo com o Papa.Â
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May 11th, 2008 nosrevla
Magnificente KremlinÂ
Você deve ter notado por aà que a Rússia deu posse a um novo presidente na semana passada. Não vou comentar aqui as circustâncias da eleição desse presidente (Dmitry Medvedev) e de suas relações com o presiente que terminou o mandato e que agora é o Primier do paÃs (Vladimir Putin).
Assisti  a cerimônia de posse e fiquei perplexo com duas coisas:Â
1)  A pompa, precisão e riqueza da cerimônia foi de encher os olhos daqueles, como eu, que adoram ver esse tipo de coisa. Pompa que pode ser colocada lado-a-lado com as altas cerimônias religiosas realizadas na BasÃlica Vaticana.
2) A beleza arquitetônica do complexo do Kremlin de Moscou. Incrivelemente bonito com toda a imponência de seus prédios.
Assista a esse vÃdeo (10 min.) da posse do novo presidente russo com algumas imagens aéreas do forte e a pompa da cerimônia.
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April 22nd, 2008 nosrevla
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Hoje foi dia de médico, não para mim, mas para o João . Para quem não sabe, João, é o meu gato de 4 anos. Hoje foi dia da consulta anual para ver se tudo está bem e tomar algumas vacinas que estão para vencer. O pessoal da clÃnica South Bay Veterinary   é sempre de uma atenção dobrada com o atendimento. O vetinário do João é o Dr. Timothy Wosco que fez os exames de rotina e disse que tudo está bem, porém, ainda não comnseguimos resolver um problema sério: peso. João é um gato grande por natureza, mas está acima do peso. O peso ideal para ele seria de 8 a 9 quilos. Depois de um ano em uma dieta especial ele conseguiu ganhar quase 2 quilos e agora está com quase 13 quilos.  Dr. Wosko o colocou em outra dieta com comida molhada e devemos checar o peso novamente daqui a alguns meses. a diabete é o maior problema que pode decorrer por causa da obesidade.
O médico disse que ele se sentiria cansado durante o dia por causa das vacinas que tomou e provavelmente dormiria o dia todo, o que não é novidade porque é isso que ele faz mesmo todos os dias, mas na verdade, vejo a diferença. Ele está realmente cansado e a cena da foto acima é o que aconteceu durante todo o dia: completamente desmaiado. Vamos ver se o efeito da vacina  vai ter passado amanhã por volta das 6 da manhã quando ele normalmente começa a ladainha querendo comida. Â
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April 22nd, 2008 nosrevla
 Ontem, 21 de abril, também foi feriado aqui em Boston: Dia do Patriota. Um feriado que comemora o inÃcio da guerra da revolução que resultou na independência do paÃs. Como tudo começou aqui no estado de Massachusetts, particularmente na cidade de Boston e cidades vizinhas, nada melhor que um feriado para comemorar. É um daqueles feriados estranhos em que tudo funciona normalmente e somente a burocracia estadual e municipal fecham. Porém, muita gente não trabalha nesse dia porque nele acontece a Maratona de Boston  que é, segundo os entendidos, uma das mais importantes do circuito de maratonas mundiais. Já na sua 112 edição, a maratona reune milhares de pessoas, 26 mil corredores nesse ano, e é um acontecimento que envolve quase toda a cidade durante uma semana. Assisti pela TV as largadas que acontecem na cidade de Hopinkton e depois fui para o local de chegada aqui em Boston me juntar as cerca de 1 milhão de pessoas que vibravam nas ruas para assisitir os grandes campeões africanos ganharem mais uma vez como já acontece por mais de 10 anos: deu Kenia no masculino (Robert Cheruiyot- também vencedor da São Silvestre já por 3 anos), Etiópia no feminino, Ãfrica do Sul no masculino de cadeira de rodas e Japão no feminino de cadeira de rodas.Â
A grande disputa do dia foi entre a etÃope Dire Tune e a russa Alevtina Biktimirova. As duas vieram pau-a-pau desde a largada. Dire Tune ganhou com uma diferença de 2 segundos com uma vibração incrÃvel dos que assistiam.Â
Depois do triunfo do pelotão de elite começou a chegar a grande massa de corredores. Emociona ver o esforço, dedicação,  coragem e alegria contagiante de muitos corredores ao fazerem a última curva e verem lá no final a linha de chegada somente a 1 km de distância. Foi uma festa bonita de se ver.
Aos poucos vou aqui treinando para a minha primeira maratona. Em agosto participo de uma corrida de 10 km no estado de Maine. Minha vontade é tomar parte na  Corrida de São Silvestre ainda estou pensando no assunto. Alguém se habilita a correr comigo? Só depois de ser classificado com um tempo mÃnimo em uma “maratona aberta” é que posso me inscrever na maratona de Boston. Um dia, quem sabe?
 Aliás, leio todas as semanas a excelente coluna e conselhos do professor Renato Dutra na Revista Veja. Ele trata exclusivamente do tópico de corridas com excelente dicas. Se você está iniciando a sua “carreira” a coluna do Renato é um bom lugar para começar.
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April 18th, 2008 nosrevla
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 Nada melhor do que sentir na pele a temperatura subir depois de quase 6 meses vivendo em um frio onde a temperatura variou entre 15 negativos e 10 positivos. Levou 165 dias para a gente experimentar 21 graus na quinta-feira passada. A cada inverno vem a mesma pergunta: o que é que estou fazendo nessa terra fria? Mas agora é primavera, não está quente como um carioca gosta, mas é a melhor coisa que temos nos últimos 6 meses. Também tem essa maravilha de ver as árvores mudarem, re-nascerem em diferentes tonalidades de verde. O verão já está quase às portas da cidade e, não se engane, calor aqui é também de matar. Inverno é inverno e verão é verão.
Com a mudança de temperatura lá fora começo a mudar meus hábitos também: deixo de correr na academia e passo a correr ao ar livre, deixo o carro na garagem e ando por aà de bicicleta.
Corridas começaram a fazer parte da minha vida mais metodicamente no ano passado. Corro pelo menos 3 a 4 vezes por semana e intercalo com algum trabalho de musculação moderada. A cidade de Boston é excelente para se correr. Uma cidade com ar de grande mas que no Ãntimo é pequena o suficiente para se andar e apreciar-se os muitos pontos históricos. Planejo minhas corridas de acordo com os monumentos históricos e cada vez que passo por um deles faço uma revisão da sua importância para a história da cidade, do paÃs ou do mundo, se for o caso.
Ontem corri por uma hora uma distância de 7 milhas (mais ou menos 11 km).  Segue abaixo a lista de alguns lugares históricos em que identifiquei no caminho:
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Cansei de colocar links de todos os lugares históricos que passei enquanto corria. Só agora vejo que realmente Boston tem um monte de coisas interessantes bem próximas uma das outras.  Essa página do  The Freedom Trail apresenta mais uma variedade de lugares onde passei.Por falar em corridas, esse fim de semana tem 2 maratonas na cidade. No domingo acontece a maratona que vai qualificar a atleta que representará os EUA na categoria feminina nas próximas  olimpÃadas. Na segunda-feira, feriado local, acontece a 112 edição da Maratona de Boston .  A cidade está cheia e tem muita coisa interessante acontecendo.Â
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January 25th, 2008 nosrevla
Davi GamaÂ
 Estava eu inocentemente surfando pela internet quando me deparei com esse vÃdeo
Fiquei chocado e ainda chorando.
Davi foi parte presente da minha adolescência na Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçú. Um desses amigos que a gente nunca esquece. Uma famÃlia querida cheia de vida e prazer. Uma vez a gente até ganhou um concurso interno de música da igreja. Ele compôs a música e, para apavoramento de um menino tÃmido como eu, convidou-me para cantar com ele. Uma música com ritimo e letra cativantes. A vida nos levou para lugares diferentes e ouvi bem pouco sobre o que ele andava fazendo ultimamente. Sabia que havia casado e morava em São Paulo. De vez enquando lembrava dele quando me pegava cantarolando a música daquele concurso, que nesse momento não sai da minha cabeça. Lembrava de seu sorriso largo, alegria e coração grande; das suas lutas e esforços para, juntamente com seu irmão Daniel, cuidar e prover sustento e carinho para sua avó e sua mãe. Lembrava dessas coisas e pensava: ‘onde andará toda essa gente?’ e seguia a vida com a certeza de que um dia a gente se encontraria por aà numa virada qualquer de esquina. Isso mesmo, a gente se encontra por aÃ, amigo. Foi muito bom ter convivido com você em tempos de muita alegria para todos nós.Â
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January 25th, 2008 nosrevla
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No Lugar Onde Moro…Â
   Nova Iguaçu, RJ - Rio de Janeiro, RJ - Itatiba, SP - Campinas, SP - Pietermaritzburg, Ãfrica do Sul - Framingham,  EUA - Boston, EUA.
Pensando bem, até que eu não morei em muitos lugares diferentes na vida. Até agora conto com 8 cidades onde morei por mais de 1 ano. Logo vou completar 8 anos morando em Boston, uma das cidades mais históricas dos EUA.  Gosto daqui, mas tenho saudades de outros bons lugares como Pietermaritzburg ou o Rio. Houve um tempo em minha vida que nunca pensei ser possÃvel sair de Nova Iguaçú. Pensei estar destinado a morar na baixada, trabalhar “na cidade” usando o trem como meio de transporte principal para se chegar “lá embaixo”. Nada demais sobre isso porque milhões de pessoas fazem da cidade o seu canto de viver e, diga-se de passagem, estão bem felizes. Morar no exterior ou “na cidade” não é garantia de felicidade para ninguém. Tem muito mais coisas envolvidas nessa mágica de viver.Â
Tudo mudou de repente à partir do dia em que decidi que mudaria de vida, ingressaria em um seminário na Tijuca onde seria estudante residente. Fui parar no Rio e aproveitar muitas das boas coisas que a cidade oferece e que um menino bôbo como eu poderia perceber. Do Rio veio Itatiba, lugar que nunca havia ouvido falar até o dia em que lá apareci para passar 3 anos de minha vida entre italianos, fábricas de móveis coloniais e os desafios de gerenciar uma igeja batista e os desafios de fazer-se relevante na comunidade. De Itatiba veio Campinas e de Campinas fui parar na Ãfrica do Sul como estudante residente na Univerrsidade de Natal. Dias por demais bons.
Já morei em 8 cidades totalmente diferentes uma das outras, cada uma com sua significância e importância na minha vida. Fatos marcantes, banais, importantes e a presença de muitos amigos e nenhum inimigo que consiga lembrar-me agora.Â
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January 25th, 2008 nosrevla
Were diu werlt alle min
von deme mere unze an den Rin
des wolt ih mih darben,
daz diu chunegin von Engellant
lege an minen armen.
Posso falar com toda segurança de que eu nunca havia pensado em vir morar nos EUA. Não via a possibilidade ou o interesse que me impulsionasse para tal. Uma amiga americana na universidade em Pietermaritzburg insistiu para que eu  pelo menos fosse até Durban e solicitasse o visto para os EUA, na remota possibilidade de que eu decidisse  visitá-la mais tarde na cidade de Menphis. Por causa de muita insistência e com muita má vontade, mas o que a gente não faz por uma amiga de voz doce, peguei uma das lotações para Durban e me aventurei em procurar o consulado americano. Preenchi os papéis necessários, entreguei no guichê e perguntei quantos minutos teria que esperar. A informação veio algum tempo depois: “volte aqui em 2 semanas e teremos uma resposta. Levei um susto. Era uma quarta-feira e eu estava de viagem marcada para Londres no domingo. Meu passaporte não poderia ficar preso no consulado numa pilha de papéis esperando a burocracia de um serviço público. Expliquei para a funcionária de que não poderia esperar e que gostaria de ter meu passaporte de volta. Ela ficou desconfiada e até insinuou uma a possibilidade de que meu passaporte não fosse legÃtimo. Como esse povo gosta de uma palhaçada. Eu insisti, até com certa ignorância, em ter o meu passaporte de volta porque não tinha mais interesse algum em tirar  visto para lugar nenhum. Muito relutante, a funcionária respondeu com o famoso ‘agaurde um momentinho, por favor’ e sumiu entre os cubÃculos daquela repartição pública. Voltou algum tempo depois com o passaporte na mão devidamente ‘vistado’ e pronto para a entrada nessa terra aqui. A única diferença é que havia me dado um visto de 2 anos em vez de 10 anos que era ‘costume’ na época. Sem problema, na minha cabeça eu nunca iria precisar daquele visto mesmo, mas fiz a vontade de uma amiga.Â
Já que estava em Durban, fui visitar meu amigo Carlos, o único brasileiro que tinha contato na Ãfrica. Carlos fazia doutorado em música na mesma universidade que eu, só que no campus de Durban. Começamos os nossos cursos no mesmo ano, aliás, a primeira vez que vi o Carlos foi no aeroporto em São Paulo quando nós dois estavamos nos preparando para pegar o mesmo avião para Johannesburg. Notei que ele segurava um envelope com o timbre da universidade. Depois disso, nos tornamos amigos. Carlos terminou o curso de doutorado em música e voltou para o Brasil onde hoje trabalha fazendo aquilo que gosta, fazendo música e tocando tanto em escola de samba quanto em orquestras sinfônicas. Quanto a mim, perdi o rumo do Brasil e segui outros caminhos.
Tenho que admitir que a Sarah estava certa e que foi bom ter tirado o visto just in case  como ela falou tentando convencer-me. Viajei intensamente pela Europa e acabei vindo parar em Boston onde, por coincidência, Sarah também foi parar enquanto fazia o mestrado em teologia na universidade de Harvard. Estou por aqui até hoje consciente da possibilidade de que qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento e eu posso parar em lugares menos prováveis.Â
 É engraçado dizer isso, mas, meu relacionamento com Boston é antigo, pelo menos na minha imaginação e capacidade de inventar coisas na minha mente. Lembro-me de uma situação que aconteceu quando eu era adolescente. Não lembro as circustâncias (melhor dizer que não quero mencioná-las aqui), mas eu acabei na presença de um estranho que, intrigado com o meu nome, perguntou se eu tinha parentes nos EUA (agora sei que tem muita gente por aqui tem o mesmo nome que eu no sobrenome e normalmente tem um H antes do A). Não sei porque e de onde tirei a história, mas minha mente viu uma possibilidade de viajar longe na imaginação: disse que tinha familiares morando em Boston, mesmo tendo consciência de que tudo que sabia sobre Boston era o nome da cidade que, por alguma razão, soava bonito na minha mente. Mal sabia eu que um dia eu acabaria morando na tal cidade. Estou certo de que tenho alguns “poderes inconscientes” que acabam fazendo coisas acontecerem em minha vida mesmo que eu não as planeje ou visualize mais do que um sonho ou vontade imaginativa.Â
Provo meu ponto: em um dia distante na minha história de vida de menino em Nova Iguaçú, estava eu sentado em frene da TV tarde da noite assistindo a um desses concertos sinfônicos da madrugada. O evento se passava no conceituado Carnegie Hall de Nova York. Lembro-me bem de que assistindo ao concerto eu pensei: Se eu pudesse ir à Nova York um dia, eu gostaria de visitar o Carnegie Hall. Eu não tinha qualquer conhecimento do que era ou da importância daquela casa de concertos, mas o nome e o fato de estar sendo apresentado um concerto por lá foi motivo suficiente para despertar o meu desejo de visita. Pensei isso e provavelmente dormi porque ninguém aguentava tais concertos da madrugada sem cair no sono, afinal, não era essa a função de tais programas? Passaram-se os anos e eu acabei visitando Nova York pela primeira vez há 9 anos e  incontáves vezes depois disso. De vez enquando lembrava-me daquele epsódio de menino, mas nunca fiz qualquer esforço para visitar o Carnegie. Cheguei até a esquecer do acontecido até que me vi dentro do Carnegie Hall pela primeira vez na minha vida. Caà na real de que aquela era a primeira vez que entrava naquele lugar. Essa realização e a lembrança nÃtida em minha mente daquela madrugada fez meu coração pular e meus olhos lacrimejarem. Lá estava eu, no famoso Carnegie Hall, não como visitante, não como turista, mas como atração. Lá estava eu, em um camarim da dita casa de concertos trocando de roupa para apresentar-me com o coro em que canto em Boston. Meu sonho/devaneio de menino que usa a imaginação para voar para os lugares mais absurdos estava se tornando realidade para mim. O menino sonhou de um dia visitar o Carnegie Hall para um concerto, em vez disso, lá estava eu me preparando para entrar no mesmo palco que assisti pela televisão anos passados. Isso foi em abril de 2001, desde então, já cantei nos mais diversos lugares e alguns até mais importantes e glamorosos que o Carnegie Hall, como algumas salas de concertos na Europa e emsmo aqui nos EUA, mas aquela experiência em Nova York ficou marcada, tanto a experiência imaginativa do menino, como a realidade que se seguiu anos mais tarde.
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January 17th, 2008 nosrevla
Tempus est Iocundum
Já faz tempo, já faz muito tempo que não escrevo em um blog. Bem, aqui vamos nós mais uma vez. Esse novo blog, em novo formato, novas cores, antigo nome e autor, vem agora com novo objetivo também: a idéia é escrever, principalmente, mas não exclusivamente, sobre algumas das viagens que fiz, lugares que visitei, espaços e lembranças provindas da experiência de estar em um lugar e espaço que se torna especial ou interessante. Pode ser que vire um diário de memórias de minhas viagens pelo mundo ou simplesmente impressões sobre aquilo que tenho observado ao meu redor. Pode falar de uma viagem inesquecÃvel e marcante à cidade do Vaticano ou simplesmente  observações sobre  uma ida ao cinema e aquilo que observei no ir e vir. Enfim, vamos ver como vamos andar por essas ruas em que todos nós estamos inseridos: o grande ou o pequeno mundo ao nosso redor. Vamos em frente!Â
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